quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Considerações Finais

Iniciamos nosso Blog, como um Portfólio de Aprendizagens, onde deveríamos postar nossas aprendizagens semanais, a partir de 2008.

A princípio é algo bastante trabalhoso, já que tivemos que realizar as atividades de cada interdisciplina e vir até o Blog realizar pelo menos uma postagem.

Tive algumas dificuldades na elaboração das postagens, já que deveriam trazer minhas aprendizagens argumentadas e com evidências. Onde devíamos despender tempo para refletir, elaborar e escrever da forma indicada, o que nem sempre consegui.

Porém a atividade fez com que adquirisse maior senso crítico e, também, poder argumentativo, através das reflexões feitas.

Em alguns momentos devido as exigências e muitas atividades, não percebi com satisfação as necessidades de reformulação de algumas postagens.

Apesar de tudo isso, nesse momento, onde paramos e relemos tudo o que escrevemos aqui, percebi a importância destes registros.

Através deles pude relembrar de algumas aprendizagens, de alguns momentos pelos quais passei no decorrer do curso, alguns de satisfação e outros de insatisfação. O que considero algo normal.

Acredito que não teria melhor forma de registrarmos tudo isso, já que é um meio de compartilhamos com outros em rede e fácil de resgatarmos o que escrevemos.

"Enquanto se vive é necessário aprender a viver."
Sêneca

9º e último semestre!!!

Mais um semestre "puxadinho"!

Acabei o semestre do estágio, onde iniciavam-se os preparativos pra formatura com certo pesar, certa saudade. Porém, no momento estou sentindo um alívio tão grande!

Foi um semestre de muitas leituras, que me fizeram ter ainda mais convicção de que as relações afetivas podem fazer a diferença no âmbito da sala de aula e na formação de nossos alunos.

A preocupação com as atividades do SI, para as quais não achava um horário, era grande. Mas graças a Deus, a Ele mesmo, pois chegava em frente ao computador suplicando, consegui então, ir dando conta do recado. Quando fico muito ansiosa, não consigo me concentrar e, aí, fica impossível ler, entender e escrever alguma coisa.

Estou com saudade de passear, brincar com minhas filhas, fazer crochê, tomar chimarrão na rua. Estive me sentindo presa, o que mais me tomou tempo nos últimos meses, foi a faculdade e o trabalho, já que estou trabalhando 40 horas e tenho assumido muitas responsabilidades.

E o pós, ao qual eu questionava durante o estágio, vai ter que esperar um pouquinho preciso de um tempinho e dar um tempinho pro marido que voltou a faculdade nesse ano, também.

Estágio - 8ª Semestre

Ih! Me preocupei... será que sou bipolar?! Rsrsrsrs

Meu estágio teve períodos bem conturbados e lendo minhas postagens umas tão entusiasmadas e outras tão desesperadas... Espero não ter assustado minha orientadora e minhas tutoras...

Bem, o estágio foi um período de grandes aprendizagens, que hoje percebo, que poderiam ter sido bem mais aproveitadas se eu não tivesse tão preocupada em desenvolver aprendizagens, considerando mais o lado cognitivo.

As leituras para o meu TCC, me clarearam mais algumas coisas.

No período do estágio pude perceber o quanto os alunos são seres únicos e com grandes bagagens, que nem sempre colaboram pro seu desenvolvimento, e não é base da autoridade que iremos mudar essa situação e sim conquistando-os afetuosamente.

Tinha a preocupação em fazer tudo direitinho, as arquiteturas pedagógicas me deixavam um tanto insegura, esperava do estágio um período de muitas cobranças. Mas tivemos o privilégio de ter um momento completamente diferente do que eu imaginava.

Foi um momento onde recebi muito apoio, orientação, sugestões, dicas, motivação. Apesar de não ter tido 100% de aproveitamento, falando na avaliação dos professores no final do estágio, hoje me percebo alguém muito mais capaz e sentindo um certo pesar. Agora que está ficando bom, o ano vai acabar e, provavelmente no próximo ano estarei sem turma trabalhando somente em setores da escola.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

2009/02 - 7º Semestre

O segundo semestre do ano parece ser sempre mais cansativo e esse em especial foi marcante, senti-me de recuperação, já que fiquei pra banca extra.

Nesse semestre tivemos as interdisciplinas de Didática, Planejamento e Avaliação, EJA, LIBRAS, Linguagem e Educação e o Seminário Integrador.

Destaco aqui as aprendizagens e reflexões da Inetrdisciplina de LIBRAS.
Através das leituras realizadas pude ter uma real compreensão do que é LIBRAS, da cultura surda, da comunidade surda, entre outros conceitos.

Mas quero me deter na importância de termos esses conhecimentos. A partir do momento que passamos a conhecer, a entender as diferenças existentes na sociedade, temos condições de respeitar essas diferenças, valorizá-las e contribuirmos pra que elas não venham a ser motivo de discriminação.

A professora Eleonora com seu carisma, fez com que tivéssemos pelo menos uma base de como nos comunicar com as pessoas surdas, percebendo-as como pessoas em condições de terem uma vida normal, de aprenderem, relacionarem-se e ensinarem como foi o caso dela.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

6º Semestre - 2009/01

Esse semestre também foi "puxado". A Melissa "pegou pesado" nas postagens do Blog, sempre exigindo um pouco mais, o que auxilia no crescimento do aluno, apesar de no momento, às vezes, ser meio desmotivador, a cada postagem ter que reescrever ou complementar.

Ocorreram as interdisciplinas de Educação de Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais, Questões Étnico-Raciais na Educação: Sociologia e História, Filosofia da Educação e Psicologia II.

Porém destaco as aprendizagens da EPNEE. Foi uma interdicsiplina que "nos abriu os olhos" pra Inclusão, onde pude perceber que minha escola já deu alguns passos, construindo rampas, adquirindo materiais pra serem utilizados pelos alunos inclusos, sendo receptiva a cada aluno com necessidade especial que "bate a nossa porta", após buscar vaga em outras instituições, até mesmo próximas às suas casas.

Apesar de ainda estarmos longe de ver cada uma das leis que regem a Educação Especial sendo cumpridas, dentre elas o direito que o aluno e o professor tem de ter um auxiliar em sala de aula.

Também, reli um projeto do Governo Estadual que trazia a intenção de criar Salas de Recurso, que me foi passado por minha colega, que atua com Classe Especial, algo que ainda está no papel, apesar de que a CRE está organizando uma reunião onde irá tratar do regimento da Educação Especial, aguardemos e saberemos o próximo passo.

Em resumo, foi mais um trabalhoso semestre, mas de grandes aprendizagens e reflexões.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

2008-02 - Quinto Semestre

Nesse Quinto Semestre, as interdisciplinas foram mais reflexivas do ponto de vista político e organizacional, que normalmente não nos detemos muito.

Relendo minhas postagens percebi que não mudou muita coisa, porém compreendo um pouco mais da Gestão da Escola.

Estou trabalhando na secretaria da Escola, na Coordenação do Programa Mais Educação, também estou auxiliando na Supervisão Pedagógica, já que a supervisora está afastada, enfim é uma sobrecarga enorme de trabalho, tanto sobre a direção, a secretária e até mesmo aos funcionários da Escola. O Programa Mais Educação é um projeto do governo federal que o Estado "me deu" como contrapartida. Enfim, os recursos pessoais, principalmente, são mínimos, a burocracia é muita e, por vezes, ameaçadora, que dá até medo de fazer algo errado e ter que tirar de algum lugar a verba pra devolver. Sendo que por aí andam enchendo o bolso, a bolsa e até a cueca de dinheiro.

Bem, desabafos a parte, vamos lá.

Também, tivemos Psicologia da Vida Adulta, onde achei mais um texto de Maturana que vou resgatar, acho que tenho mais material pro meu TCC. Nessa interdisciplina vimos as fases da vida adulta e suas características. A fase que mais se destacou pra mim foi a Velhice, onde percebi muitas características que são bem evidentes nessa fase e que por falta de conhecimento muitas vezes não as compreendemos.

E por fim, os Projetos de Aprendizagem, junto ao SI V. Nesse semestre, nessas Interdisciplinas desenvolvemos nosso 1º PA. Meu grupo falou sobre o desenvolvimento fetal com enfoque na formação do cérebro. Acho muito interessante aprendermos sobre aquilo que temos interesse, mas o trabalho em grupo, nem sempre é muito prático.

2008/01 - 4º Semestre

Pra começar, esse não foi um dos melhores semestres. Foram muitas atividades, o que acabava sendo um empecilho na qualidade da execução das mesmas.

Devíamos elaborar muitas atividades e algumas delas aplicar com os alunos, o que nem sempre estava de acordo com os interesses daquele momento.

Minha situação mais crítica foi em Ciências, com uma atividade à partir da Sombra, não entendi muito bem, meus alunos eram pequenos, não soube envolvê-los direito na atividade, o que acabou não ficando como deveria ser. Mas o que mais me chocou, é que sempre sou sincera, como a atividade não deu muito certo, eu coloquei na atividade exatamente o que aconteceu. Isso deixou o professor um tanto insatisfeito e quando comentei com algumas colegas, as mesmas me disseram que não tinham realizado como era pra ser e que apenas colocaram o resultado como se tivesse ocorrido tudo bem. Acho que como grupo perdemos a oportunidade de auxiliar no crescimento de nosso professor, onde se tivéssemos, todas sido sinceras, ele poderia reavaliar a atividade proposta.

Já em Estudos Sociais ao ler me deparei com uma colocação de Arroyo, que vai me servir no TCC e que é algo realmente importante. “[...] pensar cada idade como uma identidade própria, realização própria, não enquanto preparo para uma outra idade, em nome da busca de um adulto perfeito sacrificamos a infância e a juventude, colocamos em segundo plano o lúdico, a imaginação.”
Quantas vezes sacrificamos nossos pequenos, pensando unicamente no seu futuro, esquecendo do presente?!

Em Matemática foram muitas aprendizagens. Porém pelo curto prazo de tempo, nem todas puderam ser bem desenvolvidas. Lembro que devíamos elaborar atividades pra cada conteúdo lido. Percebi a importância de trabalharmos seriação e classificação e que as operações matemáticas podem ser trabalhadas com qualquer idade, usando material concreto, sem esquematizá-las em papel.

Terceiro Semestre 2007/02

Aproveitando o feriado, mesmo tendo consciência de que estou atrasada, já que era uma postagem semanal. Vou aproveitar o dia de hoje e deixar em dia minhas reflexões sobre os semestres passados. Inclusive, porque minha internet hoje está muito boazinha, colaborando muito comigo, já que nos últimos dias está quase impossível editar Blog, Pbwork e por aí vai.

Esse semestre foi muito "gostoso". Foram interdisciplinas muito interessantes e práticas, onde íamos desenvolvendo com as crianças tudo o que aprendíamos.

Realizei muitas postagens, algumas delas com fotos e registros do que desenvolvi com meus alunos.

E após ler cada uma delas, com saudade, destaco aqui algumas aprendizagens que se destacaram:

  • Teatro

Essa aprendizagem foi a mais própria de ser lembrada no momento, rsrsrsrs. O professor Sérgio nos fez uma colocação que resgatei no momento ideal: "Ninguém sabe melhor que eu, sobre o que está escrito aqui.”, quando nos falava que ao apresentarmos nosso trabalho de conclusão deveríamos ter confiança e não demonstrar nossos temores.

Essa deve ficar bem "viva" nos próximos meses!!!

  • Música

A interdisciplina de música contribuiu muito, através dela pude perceber as musicalidade existente a todo tempo, em todos os lugares, que nem sempre percebemos e aproveitamos. Pude compreender a importância de despertamrmos a criticidade de nossos alunos, através da letra das músicas, do que a mídia nos impõe, a trabalhar ritmo e diversos gêneros musicais.

  • Ludicidade

Foi muito significativa essa interdisciplina, que nos fez perceber a importância do Jogo, da Brincadeira na aprendizagem, inclusive vindo a ser tema, no momento, do TCC de algumas colegas. Trouxe nos aspectos muito interessantes do brincar e, também, muitas sugestões de atividades, brincadeiras que realizo com meus alunos e sugeri pra outras colegas de escola.

  • Literatura

Também foi muito interessante, nos levando a refletir e perceber as diversas formas de trabalhar com os diversos gêneros literários. Tivemos a oportunidade de organizar, participar e assistir uma "deliciosa" Hora do Conto.

  • Artes Visuais

Foi um das interdisciplinas que mais gerou transformações na minha maneira de percebê-la. Como citei várias vezes, pra mim Artes era perfeição na execução de trabalhos manuais, o que pra mim, era quase impossível. E à partir de então, pude perceber que estava enganada.

"Quando na verdade as novas tendências no ensino de artes, segundo Ana Mae Barbosa, enfatizam:
um maior compromisso com a cultura e com a história;
ênfase na inter-relação entre o fazer, a leitura da obra de arte e a contextualização histórica e social;
desenvolvimento cultural e alfabetização visual dos alunos;
compromisso com a diversidade cultural e conhecimento da imagem.
Poderei utilizar as técnicas que conhecia como aula de artes, no desenvolvimento das aulas que irei planejar, mas já aprendi que artes vai muito além de construirmos um trabalho artístico."

  • SI III

Trabalhamos bastante em cima de Evidências e Argumentos.

E então: "Concluímos que argumentos bem fundamentados e argumentados fazem rever conceitos e muitas vezes até mudarmos de opinião a respeito de uma evidência."

2007/01

Nesse semestre tive poucas postagens no Blog, então fui dar uma olhada e vi que usamos muito mais o Pbwiki, onde encontrei muita coisa interessante.

Realizando a leitura das atividades desse semestre, especialmente as do Seminário Integrador me emocionei bastante!
"Puxa", já havia esquecido de muitas dessas atividades...

Relembrei do "Adote um bixo", onde me esforcei e acredito ter auxiliado "meu bixo". Pena que mais tarde, após o nascimento do seu bebê, ela teve que optar por um dos dois cursos aos quais se dedicava e optou por Letras, abandonando o PEAD.

Também, tivemos as Interdisciplinas de Alfabetização, Escolarização, Infância e Psicologia I. Destas destaco a Alfabetização, que me auxiliou e tem auxiliado no desenvolvimento do meu trabalho na Escola. Tive a oportunidade de realizar na última Jornada Pedagógica uma palestra/oficina sobre Alfabetização, onde junto com minhas colegas de trabalho iniciamos uma reflexão que tem permeado as reuniões pedagógicas, visando qualificar nosso trabalho e buscar um maior desenvolvimento dos alunos.

Criando gás!!!!!!


terça-feira, 21 de setembro de 2010

1º Semestre - 2006/02

Bah!! Como foi suado desde o início nosso curso!!

Relendo as postagens no Blog percebi o quanto foi difícil essa caminhada e quantas colegas desistiram pelo caminho, algumas que aparecem no meu Blog já nem lembrava mais.

Fui procurar também meus arquivos referentes ao primeiro semestre e pude ver como é complicada a falta de experiência, hehehehe. Praticamente impossível encontrar, ainda bem que logo aprendi a organizar pastas e salvar direitinho tudo o que recebi, escrevi e que hoje sei onde procurar.

Bem, mas falando especificamente do primeiro semestre, a principal aprendizagem acredito que pra maioria das alunas, foi o uso das tecnologias, o computador, a internet. Até mesmo o teclado era um desconhecido, quanta coisa digitei errado por não saber como usar "aquelas teclas com até sinais diferentes".

Nas postagens a interdisciplina que mais se destacou foi Escola Cultura e Sociedade. Trabalhos em grupo, até mesmo grupos com componentes de outros pólos, que sufoco! Cada um num ritmo diferente e eu sempre aflita, querendo logo concluir as atividades e não recebia retorno.

Nessa interdisciplina, também, tivemos a oportunidade de refletir bastante sobre nosso posicionamento enquanto sociedade, pude refletir a respeito do capitalismo, da dominação.

Porém, percebo que esse semestre poderia ter sido ainda mais produtivo, se estivéssemos mais tranquilas, nos preocupando unicamente com o desenvolvimento das atividades e não com o "desespero tecnológico". Ainda bem que temos a oportunidade de voltar atrás, ler e refletir mais um pouco ou muito, sobre cada uma das interdisciplinas.

Repaginando meu Blog!!!

Bem, apesar de toda preocupação com o TCC e de pensar que o SI IX podia "pegar mais leve" com a gente, aqui estou, hehehehe!!!

Aproveitei e dei uma repaginada no Blog, atualizei minha fotinho e vamos lá, cumprindo as tarefas na medida do impossível.

Estou apreensiva com o TCC e a ansiedade faz com que as leituras fiquem tão confusas, que parece que tudo que leio, não tem nada a ver com o que escrevo. Estou me esforçando muito pra manter a calma, ir organizando, lendo, escrevendo, porque não quero de jeito nenhum deixar tudo pra última hora e acabar me desesperando!!

Procurei postagens minhas no meu Blog antigo e no Blog do Pólo e a partir da próxima postagem estarei postando minhas reflexões, buscando estar dentro dos objetivos dessa atividade do SI.

Vamos lá...

terça-feira, 22 de junho de 2010

Em tempo...

(Risos)

Dá pra deixar a formatura pro outro semestre?

A professora Gládis comentou que em Agosto começam as dietas pra formatura. Como acho que preciso perder uns quantos quilinhos, resolvi começá-la em Junho.

Ia tudo muito bem, até que... não consigo me concentrar, não está saindo nada para teclar, preciso de uma barra de chocolate.

E cá estou eu, devorando... literalmente... uma barra de chocolate!


Ps.: Não podia deixar de registrar, hehehe.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Relatório Estágio

E o Estágio acabou...

A semana foi bem conturbada, estavam muito agitados, na quinta-feira um dos meninos esteve muito agressivo e a semana acabou bem ruím. A única diferença, que tenho certeza que pode ter influenciado, foi a presença de uma estagiária de magistério na sala.

Iniciei o relatório, espero concluí-lo sem maiores dificuldades, já que está tudo mais ou menos "alinhavado". Porém estou um pouco insegura, quanto a colocar tudo no papel direitinho, mas vamos lá!

sábado, 12 de junho de 2010

Uhu! A semana "bombou"!!!

Até que enfim pude realizar meu desejo!!! (rsrsrsrs)

Consegui chegar aqui no blog e dizer que a semana foi muito legal!

Trabalhei num projeto da historinha da Galinha Ruiva, sugerido pela Rossana. Foi maravilhoso.

Apesar dos pesares, das agitações costumeiras, porém sem agressões físicas, as crianças se envolveram nas atividades, realizamos um passeio até o mercado, compramos os ingredientes do bolo da Galinha Ruiva, nossa merendeira (tia Zezé) fez o bolo e saboreamos na sexta-feira.

Minhas forças se renovaram!!!

Também tivemos a aula presencial nessa semana. Dicas do relatório de estágio, logo tem workshop. Apesar de ser tudo meio embolado, mas acredito que não vai ser nada impossível de se realizar nos prazos que temos.

E vamos lá com todo gás pro último semestre!

domingo, 30 de maio de 2010

Pois é?!

Rumando a última semana de estágio.

Misto de alegria, por mas uma etapa que está sendo vencida, e tristeza, por sentir que ficarei órfã.

Minha intenção pra semana que passou foi de mais tempo, pra me dedicar a leitura, mas nem tudo saiu como planejado. Ficaram pra trás algumas leituras, uma cadeira de roupa pra passar, compras a fazer. Mas vamos lá, um dia de cada vez!

Li o material que a Rossana me sugeriu através de links no meu pbwork. Fiquei bem entusiasmada, pois vi através de uma reportagem da Revista Nova Escola sobre regras, que já tenho realizado com meus alunos várias atividades que auxilíam no seu desenvolvimento, encarando com naturalidade vitórias e derrotas, trabalahando limites pra viver em grupo.

Algumas das atividades com regras que já realizamos são jogo da memória e gato e rato e mais cooperativas são montagem de quebra-cabeça em duplas, dominó no grande grupo com blocos lógicos.

E a semana... foi até bem produtiva, foi mais curta e acredito que isso auxíliou, junto com o cartaz das estrelinhas e o diálogo de todos os dias a terminá-la mais tranquila, sem agressões.

Que a próxima e última semana de estágio seja ainda mais produtiva!!!

...

Engatei a primeira marcha e já estava rumando a 8ª semana de estágio quando lembrei: "O Blog!! Ainda não passei por lá essa semana!!!"

E cá estou eu!!

Tenho só mais duas semanas pra chegar aqui e dizer que minha semana foi maravilhosa. Já que nessa mais uma vez não será possível e receio que isso não aconteça.

Gente, sem mágoas, sem culpas, mas eu queria que fosse diferente!!

Nessa semana as freiras que mantinham a instituição foram tiradas de lá. Ficaram atendendo as crianças apenas profissionais, que terão suas atividades específicas, seus horários e isso já começou a ser um caos!!

A semana findou super conturbada!

O meu pbwork resolveu "inguiçar" de novo. Tentei outra internet, já que a minha é discada e nada.

Graças a Deus minhas tutoras são bençãos de Deus pra minha vida e a super Rossana me deu um força postando pra mim o que enviei por e-mail.

Separei alguns livros sobre Educação Infantil, vou começar a ler mais um pouco, já que o tempo está começando a sobrar um pouquinho.

A cada dia sinto que preciso mais e mesmo com o fim do curso, tenho certeza, que essa busca continuará. Pois a principal aprendizagem que tivemos até o momento foi a desacomodação e a busca por novos conhecimentos!

Ótima semana!!

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Superando expectativas...

O estágio tem superado minhas expectativas!


Minha supervisora, professora Gládis, arranjou uma fã número 1!


Nessa semana recebi minha visita, foi ótimo. Assim como eu, a diretora da minha escola também gostou muito da visita da minha supervisora.


O trabalho tem sido uma verdadeira orientação, o que vai muito além de supervisão. É muito importante esse contato direto com uma pessoa que conhece a realidade da sala de aula, que sabe te apoiar, te orientar, te animar. Quero visita toda semana!!!!


A realidade da turma não mudou muito ainda, e a mudança é difícil de ocorrer entre turbilhões de emoções. Os alunos abrigados me sugam, parece que os outros não "tem vez". Mas a necessidade deles é iminente. Um volta pra casa, outra é adotada e os questionamentos surgem: "será que ninguém me quer?", "quando será a minha vez de ir embora?", "por que eu tenho ficar aqui?". Porém esses questionamentos surgem em forma de agressividade física e verbal, gerando grandes e sérios conflitos no meio da turma. Além de medicações mal administradas, que acredito ser o principal problema de um dos alunos nessa semana.


Mas de tudo ficam as palavras de ânimo e alento que sempre ouço e que nessa semana soaram mais forte: "Deus te colocou aqui, porque tens uma missão!"


domingo, 16 de maio de 2010

Passando da metade...

Bem, já passamos da metade do estágio. Passei a semana aguardando minha supervisora, ansiosa como na época do magistério, na adolescência, rsrsrs. Acredito que nessa semana ela venha!

Minha 5ª semana até que foi bem proveitosa, a única coisa que não gosto é da sensação de estar sempre "pisando em ovos", estou sempre um pouco tensa devido as crises de raiva das crianças abrigadas, em especial de um de meus alunos. Isso é tão desgastante pra mim!

Mas estou muito feliz! Acredito que essa semana está iniciando um período bem proveitoso, estou saindo um pouco do campo minado, como disse a professora Gladis. Falar sobre mãe, família com crianças que não têm ou tiveram uma boa experiência com isso é complicado.

Vou iniciar um projeto sobre brinquedos e brincadeiras. Vamos começar com uma entrevista que construímos pra ser realizada com pessoas mais velhas, sobre do que gostavam de brincar e como eram essas brincadeiras. Acho que vai ser muito legal, porque eles amam brincar!

E através das leituras sugeridas no banco de idéias do pbwork, de orientação do estágio, reforçamos a idéia de que brincar é muito importante pra socialização, pro desenvolvimento, pra estimular a criatividade, enfim , brincar é coisa séria!!

Chegando, "tá" chegando...

Puxa vida, parece mentira...
Começa dar uma sensação de vazio...
Como sobreviver sem o PEAD?

Foi tudo tão difícil, tantas aprendizagens importantes ao mesmo tempo, uma alegria muito grande por estar na reta final, mas ao mesmo tempo dá uma tristeza...

Na próxima semana assinar contrato com a produtora da formatura parece um sonho!!!

Foi maravilhoso, dá muito ogulho ser aluna da UFGRS, mesmo que a distância. Será que teremos a oportunidade de continuar?

O nosso pós será que vai sair? Estou um pouco cansada, mas gostaria de continuar!!

Deixo aqui esse turbilhão de idéias e sentimentos que me ocorreram agora, no momento em que vim registrar minhas aprendizagens e reflexões dessa 5ª semana de estágio.

Eu quero bis... apesar de tudo... valeu MUITO a pena!!!!

Agradeço a Deus pela vida de cada um de nossos professores e tutores, foram todos "MARA"!!!! Em especial a Sibicca (que apelido que te arranjamos, rsrsrsrs) que é aquela pessoa que podemos contar em todos os momentos. Até quando deixamos um vírus se instalar no computador, num domingo a tarde. Lembra? Rsrsrsrsrs

domingo, 9 de maio de 2010

Semana 4

Essa semana foi meio conturbada novamente.

Estive um pouco chateada, me sentindo incapaz, um de meus alunos teve uma crise de raiva novamente e eu não estou conseguindo lidar com isso sem me frustrar.

Como postei na outra semana, a professora Gládis me falou ser algo "normal", que ele precisa desse jogo simbólico pra organizar sua psique, porém não estou sabendo lidar com isso e estou muito chateada.

Também estou tendo problemas com o pbwork. Não consigo editá-lo, a Simone está retornando meus e-mails e acredita possa ser a demora da conexão. Agora estou indo a casa de um cunhado ver se com a internet dele consigo editar.

Espero uma semana mais tranquila e animadora!

Até a próxima!!

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Rumo a 4ª Semana...

Minha semana foi bem proveitosa. As crianças, como na maioria das vezes, bastante agitadas, porém as atividades renderam. Tudo o que planejei foi realizado e as crianças participaram bementusiasmadas de tudo.

O diferencial dessa semana é que por três dias tive uma auxiliar em sala de aula, o que me fez perceber o quanto isso é necessário e proveitoso, embora o estado não reconheça.

Uma aluna de magistério esteve me acompanhando e talvez ainda me acompanhe alguns dias. Nesses dias havia planejado atividades de recorte, modelagem em argila, pintura com guache, o que é uma loucura quando estou sozinha com 20 crianças e com o auxílio dela na organização da sala, dos materiais, envolvendo em outras atividades os que iam acabando as coisas fluíram.

Respondendo o comentário da Simone, quero dizer que a impressão que tinha do estágio era de muita cobrança, muita pressão, estava bastante nervosa.

Porém agora estou percebendo uma excelente oportunidade para aprender ainda mais, praticando e recebendo orientação e palavras de incentivo como venho recebendo.

Que tnhamos uma 4ª semana de estágio com ainda mais aprendizagens, rumo ao último semestre!

domingo, 25 de abril de 2010

UFA...

Essa semana foi bem mais produtiva e tranquila!!

Os comentários da tutora Rossana me animaram e da professora Gládis me fizeram refletir bastante: "Cris ao ler teu relato, verdadeiro e cheio de sentimentos conflitantes, vejo o nosso fazer de educadoras. Educar tambem e deixar espaço para a parte menos bela da vida: a dor, a rejeiçao, a agressividade, o desejo de fugir daquilo que nos desafia.Ter medo, revolta, encanto e amor, tudo misturado e aos borbotoes, faz parte da vida. Pensa nos teus alunos abrigados como crianças para as quais todos ja deram, em alguma medida, as costas. Na escola, ao teu lado, eles podem simbolizar/externar as situaçoes dificeis para as quais nem sempre tem estrutura psiquica para enfrentar. Na falta desse aporte, o jogo simbolico (bater, maltratar, chutar, "matar", etc. a boneca) pode ser a unica forma de tentar reorganizar a psique. Pensa que esse espaço e necessario, mas tb lembra que eles, ao fazerem isso, te pedem ajuda. Lançam um grito de socorro,na espera de que tu te importes, digas nao e, ao mesmo tempo, acolhas cada um deles com teu riso, teu abraço, teu afeto. Talvez, o unico afeto que eles ainda ganhem da vida. Tanto melhor tu seras quanto mais conseguires ensina-los a conviver em sociedade, expressando de modos nao-violentos as suas emoçoes. Estou aqui. "

Pude sentir a responsabilidade que tenho em minhas mãos!!!

Mas também pude olhar pra meus alunos com outros olhos!

O estágio está sendo bastante diferente do que eu pensava, estou tendo oportunidade para refletir, para inovar, para criar, para ser mais feliz e otimista com relação ao ser educadora.

sábado, 17 de abril de 2010

Primeira Semana de Estágio

Minha primeira semana de estágio considerando o desenvolvimento das atividades, o envolvimento e alegria das crianças foi muito positiva.

Considerando os vários problemas psicológicos de alguns alunos e suas consequências em sala de aula, somadas a minha frustração em não saber como auxiliar, foi bastante desconcertante.

Foi muito bom planejar, realizar as atividades utilizando as idéias e sugestões que recebi e ver os resultados é ainda melhor.

Mas minha maior preocupação nesse momento é saber lidar com situações que tenho vivenciado em sala de aula, com alunos com histórias de vida muito conturbadas e que tem refletido em sala de aula, através de agressividade, desatenção, falta de limites e assim por diante.

Estou com enxaqueca desde a metade da semana e não tenho me sentido muito bem. Sinto que meu sistema nervoso não está 100%. Tive dificuldade semelhante há mais ou menos 3 anos atrás quando tive em torno de 10 alunos abrigados na mesma turma, onde em momentos de surto alguns jogavam as classes longe, me agrediam verbalmente, tinham terríveis crises de choro onde pediam por suas mães. Foi horrível!

E estou percebendo que novamente estou ficando abalada com a realidade de mais 7 dessas crianças, que tenho em sala de aula nesse ano.

É muito complicado, tenho me sentido impotente...

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Quase lá...

Pois é, quase lá!

Amanhã teremos a aula presencial onde estaremos trabalhando já com nossos orientadores e tutores.

Estou muito feliz, com o retorno que tenho tido de minha orientadora e das tutoras. É muito animador chegar ao pbwork e ler os comentários deixados.

Continuo bastante apreensiva. A escola ainda está realizando alguns ajeitos e nos últimos dias 3 crianças trocaram de turno. No momento estou com 19 alunos, sendo que 2 podem ser considerados alunos de inclusão.

Estou com dificuldades em conseguir laudo-médico desses alunos, que são abrigados, fazem uso de medicação controlada, porém a instituição que os abriga não me passa nada a respeito, apenas o nome das medicações.

A turma em si, continua bem complicada, bastante agressivos e dispersos, sendo difícil conduzir uma conversação na rodinha por muito tempo. Isso tem me desgastado, pois muitas das minhas idéias e atividades acabam não tendo o resultado esperado.

Mas o que me anima é saber que não estou sozinha nessa empreitada. Tenho acatado e buscado colocar em prática todas as sugestões que a Profª. Gládis tem me trazido e espero ver os frutos de nosso empenho.

terça-feira, 30 de março de 2010

Como havia dito...

...aqui vai um recorte do meu pbwork, um pequeno resumo das características da criança pré-escolar:

" Segundo Piaget, que trata do desenvolvimento cognitivo, estão na fase pré-opercacional, onde ainda são egocêntricos, não conseguindo se colocar no lugar do outro, estão na fase dos "por quês".

Segundo a teoria de Erickson, que traz o desenvolvimento pessoal-social, estão no estágio da Iniciativa X Culpa. Nesse período as crianças ampliam seus contatos, fazem mais amigos, aprendem muitas coisas a partir da iniciativa. Também podem desenvolver o senso de responsabilidade, a criança sente a necessidade de realizar tarefas e cumprir papéis. Se reprimida ou castigada poderá desenvolver sentimentos de culpa e, com isso, diminuirá sua iniciativa.

Para Freud, que trata sobre o desenvolvimento psicossexual, essas crianças estão saindo da fase fálica, onde passam pelo complexo de Édipo e estão entrando no período de latência, onde modificam seu apego aos pais em e voltam-se para o relacionamento com seus companheiros, atividades escolares, esportes e outras habilidades.

Já segundo Kohlberg, que trata sobre o desenvolvimento moral, estão no estágio da moralidade pré-convencional, se desenvolve na forma de egocentrismo, julgando as ações por suas consequências físicas. Valoriza grandemente a obediência inquestionável à autoridade e a fuga da punição."

quinta-feira, 25 de março de 2010

Beleza!!!

Estou muito feliz com as minhas "orientadoras" do estágio, apesar de ainda apreensiva com o mesmo.

Nessa semana tenho trabalhado no meu pbwork, realizando as atividades propostas pelo SI VIII.

Gravei muuuuuiiiitos vídeos (rsrsrsrs) de boas vindas à professora Gládis, minha supervisora e a Rossana e a Sibicca, minhas tutoras, até que tive coragem de colocar um deles no "you tube" e colocar no meu pbwork. Como é difícil falar diante "das câmeras"!!!

Minha internet é discada, então demorei quase 3 horas para fazer upload de um vídeo de 25 segundos no You Tube. Ainda não havia colocado um vídeo no Pbwork novo, então fui usando a lógica e o Google Tradutor e deu tudo certo. Espero que esteja funcionando direitinho.

Ainda falta escrever a última página, o Esboço da Arquitetura Pedagógica. Preciso pensar um pouco mais...

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domingo, 21 de março de 2010

"Engatando a primeira marcha!"

Bem, após a aula presencial, devido a alguns esclarecimentos que tivemos, estou um pouco mais tranquila.

Recebemos uma dica de quem será a professora orientadora das estagiárias de educação infantil. Fiquei feliz em saber que os orientadores serão alguns dos professores com quem já trabalhamos. Pois sabemos do empenho e dedicação de cada um deles.

Consegui editar meu pbwork e já estou trabalhando nas atividades da próxima semana. Por enquanto tudo tranquilo.

As duas primeiras semanas de aula foram de adaptação dos alunos, entrevista com os pais. Porém nessa terceira semana ainda tem chegado alunos novos e alguns tem desistido, devido aos pais não persistirem na adaptação daqueles que têm mais dificuldades em adaptar-se.

Tenho relido alguns textos, a fim de estar ciente de quem são os alunos da faixa etária com que estou trabalhando, pra que eu possa me organizar e planejar de acordo com as suas necessidades e competências.

Numa próxima postagem escreverei a respeito das características da criança pré-escolar e o que mais tenho lido sobre o assunto.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Ansiosa!!!

Bem, iniciando o penúltimo semestre!!!

Acabei de ler as primeiras atividades, criei meu pbwork, estou com dificuldades pra editar, mas acredito que não seja nada de mais.

E não podia deixar de vir aqui no meu portfólio escrever alguma coisa.

Estou muito ansiosa...

Meu início de ano letivo foi um pouco frustrante. Gostaria de trocar de série, mas acabei ficando com pré-escola e tendo que passar pelo período de adaptação das crianças na escola, algo que queria ter evitado, ficando com alunos maiores e aproveitando pra economizar energia pro estágio.

A minha turma tem sido um pouco "difícil" nesses primeiros dias, me deixando bastante apreensiva.

E o estágio tem me deixado ainda mais apreensiva, chegando ao ponto de pensar em evitar esse período de angústia e ansiedade. Porém agora já está tão pertinho...

Tivemos ao longo do curso tão grandes e valiosas aprendizagens, muitas experiências significativas, mas mesmo assim bate uma insegurança: Será que sou capaz? Será que vou dar conta do recado?

Na certeza de que serei auxiliada, orientada, "amparada", me disponho, então, a prosseguir a jornada!!

Vamos em frente, que atrás vem gente!!!

Bom semestre a todos!!!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Arquiteturas Pedagógicas

Gente, estou me sentindo igualzinha àquele ditado que diz: "Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come".

O PA aos olhos de quem visualiza os resultados, a aprendizagem proporcionada em vários aspectos, é maravilhoso. Mas no momento que temos que partir do início, com crianças pequenas, ainda não alfabetizadas, dentro da realidade de nossas escolas, onde não temos nem orientadora, que dirá professor para o laboratório de informática, aí sim percebemos quão grande é o desafio.

Continuo bastante insegura com relação ao estágio, a arquitetura pedagógica escolhida, que é o PA.

Não estou conseguindo imaginar vários grupos, cada um desenvolvendo um projeto, com crianças tão pequenas, onde não leêm, não escrevem, não vão a bibliotecas sozinhos, não tem acesso a informática, internet, revistas, jornais. E muitos pais nem se quer vem até a escola saber quem é a professora e qual seu método de trabalho.

A ansiedade e preocupação ainda são grandes, os pensamentos e idéias ainda estão bem "misturados".

Mas como já escrevi no comentário de nossa 5ª versão da arquitetura: "Vou aproveitar as férias pra reler os artigos, dar uma olhada nas arquiteturas pedagógicas que estão sendo escritas pelas colegas que trabalham com Jardim A e vou pensando, escrevendo e tentando organizar o que será a base do meu estágio.
Mas deixo aqui meu pedido de socorro, se tiverem mais material, artigos, textos sobre o assunto podem me passar, pois eu realmente preciso saber mais, pra me sentir mais segura e tranquila."

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

EJA - Saída de Campo

Entrevista a ser realizada junto a educand@s

Nessa saída de campo buscamos conhecer as características sócio-demográficas, sócio-culturais e sócio-cognitivas dos alunos da EJA, o que nos auxiliou na compreensão de quem são e do que almejam esses alunos.





A EJA pra mim é uma realidade distante, tive a oportunidade de trabalhar como uma turma de alfabetização numa biblioteca comunitária do meu bairro, mas em virtude da faculdade e demais compromissos profissionais e particulares optei por não assumir esse trabalho. Então minha experiência nessa área é nenhuma.





Porém com as leituras realizadas e, principalmente, com esta atividade pude conhecer um pouco mais dessa realidade.

Deixo aqui as conclusões que chegamos com essa atividade:
  • Os jovens e adultos freqüentadores da EJA são indivíduos que estão em busca de uma graduação que lhes certifique a possibilidade de obter uma vaga mais segura no mercado de trabalho existente.

  • Apresentam uma grande vontade de superar os obstáculos encontrados no trabalho realizado durante o dia, ou na falta dele, para se fazerem presentes às aulas noturnas.

  • São ingênuos em sua visão de mundo, já que não conseguem vincular suas impossibilidades de prosseguirem os estudos escolares com o processo social que é excludente.

  • São excluídos, portanto, do acesso aos bens educacionais e culturais.

  • Apresentam vínculos fortes com a família de origem.

  • São alunos jovens, que em termos de quantidade já começam a superar a participação dos adultos.

  • A escola tem se utilizado de metodologias que se assentam em princípios apassivadores desses indivíduos.

  • Existe uma mera transposição das metodologias utilizadas no ensino regular para os alunos da EJA.

  • Não conseguem encontrar motivação suficiente na escola, para prosseguirem seus estudos.

Avaliação

As leituras realizadas na interdisciplina de Didática Planejamento e Avaliação, na última unidade sobre Avaliação, foram muito pertinentes com o final de mais um ano letivo.

Através da leitura pude compreender de forma mais teórica as diferentes avaliações, o que é e como deve ser realizada a avaliação que irá acrescentar ao trabalho do professor e ao desenvolvimento do aluno.

Li num dos textos da unidade, uma frase de Cunha (1995, p.44), "aquilo que a pessoa diz ou faz está moldado consciente ou inconscientemente pela situação social. São as experiências e as condições de vida que fornecem a formação dos conceitos e do desempenho do indivíduo".

Vejo refletido aí o início da carreira do magistério, onde saímos de um ambiente, na maioria das vezes autoritário e chegamos em nossas salas de aula nos achando o centro de tudo, refletindo as experiências que vivemos.

Mas o que realmente devemos ter em mente e buscarmos como ideal no processo avaliativo?!

"O papel do professor é fundamental no processo ensino-aprendizagem, mas especialmente na avaliação. Por isso precisamos estar conscientes e comprometidos, de forma ética. Conhecendo nossos alunos, suas peculiaridades, sua aprendizagem, suas dificuldades o que ocorrerá através da avaliação diagnóstica e mediadora, diagnosticando as dificuldades do processo de transmissão e aquisição do conhecimento, buscando as falhas nesse processo, para tomar decisões acerca da próxima etapa. Jamais utilizando o processo de avaliação como uma arma, acabando por ferir os princípios éticos da profissão através de diversas atitudes que vem a prejudicar a correta avaliação do aluno." (Recorte da atividade)

Atualmente em minha escola foi abolido o sistema de notas, que vem a classificar o aluno sem muitas vezes considerar o progresso que teve de forma individual. A princípio surgiram muitas dúvidas, algumas reclamações, mas aos poucos a equipe diretiva conseguiu reverter a situação e hoje podemos observar os benefícios de termos que construir pareceres descritivos, baseados em alguns critérios específicos, mas com espaço pra individualizar essa avaliação.

Com isso nos tornamos mais observadoras e apartir daí temos condições de perceber o aluno que está ficando pra trás, o quanto cada um tem progredindo, o que funciona melhor com cada aluno e assim por diante.

Eixo VII

Gostaria de deixar aqui minhas aprendizagens pessoais deste semestre, que está findando, porém tenho certa dificuldade. Minha sinceridade tem, normalmente, um "tom" um pouco agressivo e acabo por gerar conflitos, o que não é minha intenção em momento algum.

Eu penso que (...) o problema começou quando começamos a pensar um pouco mais, a sermos mais críticos e resolvemos argumentar nossas razões.

Sei que minhas certezas podem ser muito provisórias, mas também espero que minhas dúvidas sejam bem menos que temporárias.

Nesse semestre tivemos a interdisciplina de EJA que foi bem "puxada", com leituras bastante complexas de um assunto que não é "nosso chão", pois a maioria trabalha com crianças. Os trabalhos em grupo foram desgastantes, pois nem todos temos o mesmo ritmo, as mesmas opiniões, o mesmo comprometimento, entre outros "detalhes".

Linguagem, Didática e LIBRAS, não deixaram por menos no quesito "puxada". Porém eram assuntos mais atraentes, mais dentro de nossa prática, o que auxiliou no desenvolvimento das atividades e leituras.

Agora (perdoe-me a sinceridade), o SI VII, foi "complicado". Tenho muitos argumentos para defender a participação de muitas alunas no workshop de encerramento, inclusive a minha. Porém tenho percebido que é algo desnecessário, diante da autoridade de professores e coordenadores. A preparação para o estágio, aos meus olhos, ainda está um pouco difícil, mas vamos adiante.

Entenda-se como um meio desabafo. Estou aberta ao diálogo...

E vamos em frente que atrás vem gente!

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Arquiteturas Pedagógicas

Arquiteturas Pedagógicas são estratégias pedagógicas, que são definidas através da combinação do aparato técnico com a visão pedagógica.

Alguns exemplos de Arquiteturas Pedagógicas são:

  • Arquitetura de projetos de aprendizagem
  • Arquitetura de estudo de caso ou resolução de problema
  • Arquitetura de aprendizagem incidente
  • Arquitetura de ação simulada

Dentre essas arquiteturas o grupo em que estou inserida, onde iremos atuar com o primeiro ano do ensino fundamental, foi escolhido o PA (Projeto de Aprendizagens).

Apesar da falta de alguns aparatos técnicos, consideramos que a arquitetura pedagógica que melhor se adecua à nossa realidade é o Projeto de Aprendizagem - PA.

Através do PA iremos desenvolver o trabalho com nossos alunos apartir de suas curiosidades, de seus conhecimentos e de suas dúvidas.

Ilustrando o que foi escrito por Paulo Freire: "Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa, por isso aprendemos sempre".

Menino Selvagem

A interdisciplina de LIBRAS tem nos proporcionado grandes reflexões e conhecimentos. E uma dessas oportunidades foi o filme "Menino Selvagem", através do filme pudemos ver o quanto ser diferente, ter alguma "deficiência" já foi e, em alguns casos, ainda é difícil.

O menino foi retirado do meio selvagem em que vivia e o professor Itard fez o possível pra que conseguisse adaptá-lo a vida em sociedade, algo que não foi fácil e nem completamente satisfatório.

Mas a principal reflexão que pudemos fazer através do filme, foi o quanto se progrediu no conhecimento das deficiências, em especial a auditiva, e no processo de adaptação dessas pessoas a sociedade e, por que não, da sociedade em relação a essas pessoas.

Entre os progressos podemos destacar o uso da LIBRAS e objetos adaptados com sinais luminosos e vibrantes. Com isso verifica-se maiores acertos e menos sofrimento para todos.

EJA - Características da linguagem e do pensamento do educando jovem e adulto

Quem é o aluno de EJA?

Através das leituras realizadas na interdisciplina, em especial o texto texto “Jovens e adultos como sujeitos de conhecimento e aprendizagem”, de Martha K. de Oliveira, pude perceber quem é esse aluno.

O aluno de EJA são na sua maioria adultos migrantes, com passagem curta pela escola, trabalhando em ocupações urbanas não qualificadas e jovens, também, excluídos da escola, bem mais ligados ao mundo urbano, envolvidos em atividades de trabalho e lazer mais relacionadas com a sociedade letrada, escolarizada e urbana.

Esse aluno não é o alvo original da escola, que não está adaptada pedagogicamente, principalmente, pra sua realidade. Falta também literatura psicológica que ntrate do processo de aprendizagem e construção de conhecimento dese aluno adulto.

Mas o principal é que o professor conheça seu aluno, saiba do seu real interesse em aprender e que a partir disso organizar seu trabalho, escolher seus métodos, "buscando motivá-lo e valorizar seu progresso, apresentando uma nova perspectiva de vida se não financeira, mas social" (recorte atividade parte 3 unidade 2).

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Pedagogia de Projetos

Como já citei em outra postagem o assunto PA tem me motivado e estou, aos poucos, me apropriando do que realmente é um PA, de como é, como realizar.

“No trabalho por projetos podemos identificar muitos aspectos desafiadores e positivos, dentre os quais destaquei o fato de favorecer o desenvolvimento de estratégias para organizar os conhecimentos, a seleção de informações, a transformação desses conhecimentos, saberes disciplinares em conhecimento próprio, através da total co-participação do aluno. O trabalho por projeto vincula diferentes informações, que se juntam num tema e, com isso, facilitam o estudo e compreensão por parte dos alunos. Outro aspecto muito positivo e desafiador é que o trabalho com projeto faz com que o aluno aprenda a aprender, a encontrar o nexo, a estrutura, o problema que vincula a informação e que permite aprender. No trabalho por projeto, também, é importante que a informação necessária pra construir o projeto, a aprendizagem é determinada em função do que o aluno já sabe de suas experiências escolar e social, o que contribui pra sua compreensão e comunicação.” (Recorte da atividade, respondendo ao questionamento “Destaque aspectos positivos e desafiadores do trabalho por Projetos”).

Também tenho percebido que devo adaptá-lo a faixa etária dos meus alunos e que aos meus alunos da educação infantil as referências cogniscitivas, que articulam e orientam os conhecimentos que a organização dos Projetos deve ajudar a veicular nos alunos, são aprender a construir definições de objetos e fatos, a partir de seus atributos e funções e definir a funcionalidade desses objetos e fatos.

Práticas de Leitura, Escrita e Oralidade no Contexto Social

No módulo 3 da interdisciplina Linguagem e Educação, realizamos uma atividade de campo onde devíamos ouvir uma criança na fase inicial de alfabetização narrando uma história e, baseados no texto “Tem um monstro no meio da história (GURGEL, 2009)” e de um vídeo e um áudio onde crianças e uma senhora narravam suas histórias, analisamos a história que ouvimos da mesma.

Achei maravilhoso!!!

Amo ouvir meus alunos e minhas filhas criando histórias. Acho muito divertido e, com o passar do tempo, percebo o quanto estão mudando, amadurecendo, colocando mais elementos, procurando ser mais realistas no que contam.

O texto lido me auxiliou ainda mais na compreensão desse processo, “A distinção entre ficção e realidade ainda está em desenvolvimento nos anos da Educação Infantil” (GURGEL, 2009).

Normalmente dou a eles a oportunidade de criarem histórias a partir de figuras, de um livrinho, de personagens, com fantoches, dedoches e no dia da árvore, não encontrei nenhuma historinha de árvore então, resolvi perguntar quem conhecia uma história de árvore, muitos levantaram as mãozinhas. Ouvimos a cada um deles que se posicionou de pé na rodinha e contou a sua história, todas criadas naquele momento. Foi um sucesso!!

EJA

Na Unidade 2 – Parte 2 da Interdisciplina da EJA, realizamos a leitura do texto “Alfabetização de adultos: ainda um desafio.”, Regina Hara.

Destaquei deste texto algo que me chamou bastante a atenção: “não é o método que se elege que promove a alfabetização”.

Muitas vezes nos preocupamos com os métodos, o que pode, o que não pode, o que devemos ou não usar. E neste texto a autora nos deixa bem claro o que realmente irá proporcionar a aprendizagem ao aluno.

O que irá promover a aprendizagem será o conjunto de conhecimentos e a postura intelectual que adotamos com relação aos sujeitos e ao objeto da aprendizagem e não o método que irá se eleger.

O aluno da EJA, como qualquer aluno tem muitas experiências da sua vivência, do seu dia-a-dia, porém o aluno da EJA tem necessidades de escrever, de aprender, talvez por motivos profissionais, familiares, por sua própria baixa-estima.

Então pude perceber o quanto é mais importante diagnosticarmos essa real necessidade do aluno, do que nos preocuparmos com métodos necessariamente. A partir do momento em que percebemos essa necessidade, os conhecimentos prévios do aluno e a partir disso iniciamos o trabalho, certamente alcançaremos nosso objetivo e faremos com que o aluno permaneça na escola.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009




Nesse enfoque da interdisciplina de Didática Planejamento e Avaliação realizamos algumas leituras sobre o movimento da Escola Nova.




“Os escolanovistas procuraram criar formas de organização do ensino que tivessem as seguintes características: a globalização, o interesse imediato do aluno, a participação dos alunos e da comunidade, uma reorganização da didática e do espaço da sala de aula. Nestas experiências vamos encontrar vários tipos de caminhos como: as unidades didáticas, os centros de interesse e os projetos” (BARBOSA, Maria Carmen Silveira. Trabalhando com projetos na Educação Infantil. In: XAVIER, Maria Luisa Merino & DALLA ZEN, Maria Isabel (orgs.). Planejamento em destaque: análises menos convencionais. 3ª edição. Porto Alegre: Mediação, 2003. p.65-66).




Deixo aqui algumas palavras a respeito dos principais integrantes desse movimento e das suas idéias:





LIBRAS - Unidade 1

Através da pesquisa para a realização da primeira atividade de LIBRAS, que consistia em pesquisar em sites sobre a cultura surda e comunidade surda e após a pesquisa produzir um texto, tendo como base as perguntas norteadoras: “Você conhece alguma pessoa surda? Qual sua opinião sobre as pessoas surdas? Com base na leitura da unidade 1. Como você faria para conversar com uma pessoa surda? Quais os aspectos da cultura surda você acha importante para interagir com pessoas surdas?”, pude aprender a diferenciar o que é cultura surda e o que é comunidade surda, bem como obter algumas dicas que facilitam a comunicação com a pessoa surda.

Cultura Surda – “é o jeito de o sujeito surdo entender o mundo e de modificá-lo a fim de se torná-lo acessível e habitável ajustando-os com as suas percepções visuais, que contribuem para a definição das identidades surdas e das “almas” das comunidades surdas. Isto significa que abrange a língua, as idéias, as crenças, os costumes e os hábitos de povo surdo.” (Unidade 1 – LIBRAS)

Comunidade Surda – “uma comunidade é um sistema social geral, no qual um grupo de pessoas vivem juntas, compartilham metas comuns e partilham certas responsabilidades umas com as outras.” (STROBEL, 2008); então entendermos que a comunidade surda de fato não é só de sujeitos surdos, há também sujeitos ouvintes – membros de família, intérpretes, professores, amigos e outros – que participam em compartilham os mesmos interesses em comuns em uma determinada localização. (Unidade 1 – LIBRAS)

Dicas (Wikipédia):


*Falar de maneira clara, pronunciando bem as palavras, sem exageros, usando a velocidade normal, a não ser que ela peça para falar mais devagar.


*Usar um tom normal de voz, a não ser que peçam para falar mais alto. Gritar nunca adianta.


*Falar diretamente com a pessoa, não de lado ou atrás dela.


*Fazer com que a boca esteja bem visível. Gesticular ou segurar algo em frente à boca torna impossível a leitura labial. Usar bigode também atrapalha.


*Quando falar com uma pessoa surda, tentar ficar num lugar iluminado. Evitar ficar contra a luz (de uma janela, por exemplo), pois isso dificulta a visão do rosto.


*Se souber alguma língua de sinais, tentar usá-la. Se a pessoa surda tiver dificuldade em entender, avisará. De modo geral, as tentativas são apreciadas e estimuladas.


*Ser expressivo ao falar. Como as pessoas surdas não podem ouvir mudanças sutis de tom de voz, que indicam sentimentos de alegria, tristeza, sarcasmo ou seriedade, as expressões faciais, os gestos ou sinais e o movimento do corpo são excelentes indicações do que se quer dizer.


*Ao conversar, manter sempre contato visual, se desviar o olhar, a pessoa surda pode achar que a conversa terminou.


*Nem sempre a pessoa surda tem uma boa dicção. Se houver dificuldade em compreender o que ela diz, pedir para que repita. Geralmente, os surdos não se incomodam de repetir quantas vezes for preciso para que sejam entendidas.


*Se for necessário, comunicar-se através de bilhetes. O importante é se comunicar. O método não é tão importante.


*Quando o surdo estiver acompanhado de um intérprete, dirigir-se a ele, não ao intérprete.


*Alguns preferem a comunicação escrita, alguns usam linguagem em código e outros preferem códigos próprios. Estes métodos podem ser lentos, requerem paciência e concentração.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

SI VII – PA

Nesta semana me dediquei, quase que exclusivamente, às Teses sobre PA.


Realizei a leitura dos textos Aprendizes do futuro, as inovações já começaram!, Revisitando PAs em tempo de WEB 2.0 e Arquiteturas Pedagógicas, a fim de melhor me posicionar na análise das teses.


O assunto “Projeto de Aprendizagem” é algo amplo e que, pra mim, ainda gera certa insegurança.


Através do PA faremos com que nossos alunos realmente desenvolvam suas potencialidades, sejam agentes de aprendizagem, construam seus conhecimentos, partindo do seu próprio contexto, sua própria realidade de vida, sua curiosidade, desejo e vontade.


É maravilhoso!!


Mas ser orientador, estimulador não é algo simples.


Principalmente, através da revista “Aprendizes do futuro, as inovações já começaram!” vimos as funções do professor, no que implica cada função, porém sabemos que nossa realidade ainda está muito aquém de tudo isso.


Percebo o valor, a necessidade e, principalmente, o resultado alcançado com essa forma de trabalhar, mas preciso ser realista: nossas escolas ainda não têm recursos materiais e pessoais suficientes, a gestão democrática está longe de existir, apoio pedagógico inexiste em escolas estaduais.


Estou motivada com tudo o que tenho lido a respeito de PAs, mas preciso saber mais sobre o assunto e descobrir a melhor forma de adaptá-lo a minha realidade.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

LIBRAS

Que aula maravilhosa!!
Sinceramente, não me importaria de que essa interdisciplina fosse totalmente presencial.
Aprendemos muitas coisas interessantes e importantes na aula de ontem.
A professora Eleonora é espetacular, muito bem humorada e nos refletir sobre a educação de alunos surdos.
Tenho convivência com uma amiga surda, que estudou na escola em que trabalho, onde ninguém tem conhecimento na LIBRAS, foi muito difícil pra ela e também pra professora, que apesar de todo esforço não conseguia lhe auxiliar de forma satisfatória.
A profª Eleonora nos fez refletir sobre a inclusão do aluno surdo, aliás, como nos foi solicitado, saibam que nem todo surdo é mudo.
O aluno surdo deve ter contato com outros surdos, deve participar de comunidades sociais, onde possa se integrar e, realmente, interagir.
Muitas vezes olhamos e nos parece fácil a LIBRAS, porém no contato direto com o surdo percebemos que não é simples assim. Os sinais devem ser feitos de forma clara e correta, pois NÃO são mímicas, para que o surdo realmente nos compreenda.
Estou com uma expectativa bem grande, quanto a esse semestre, que tem começado com aprendizagens muito significantes!!



terça-feira, 8 de setembro de 2009

Múltiplas Linguagens

No primeiro módulo da interdisciplina “Linguagem e Educação”, lemos e refletimos sobre as “Múltiplas Linguagens”.

O texto “A leitura, a escrita e a oralidade como artefatos culturais”, que lemos nos fez refletir sobre as variações, diferenciações que ocorrem em relação a fala e a escrita.
Pude compreender, ainda mais, que existem muitos fatores que influenciam no modo como falamos e escrevemos, que tudo isso varia conforme a cultura, o grupo social, o momento, os interlocutores.

Segundo Kleiman (1995), “A escrita também não é uma modalidade fixa, não é sempre formal/sofisticada/planejada, assim como a fala não é, em todas as situações de comunicação, informal/coloquial e sem planejamento.”.

É algo bastante complexo compreender essa multiplicidade de linguagens e trabalhar com elas em sala de aula, promovendo interações culturalmente positivas, considerando as diferenças e desigualdades que marcam nossa sociedade, como citam DALLA ZEN e TRINDADE (2002).

Já realizamos duas atividades muito interessantes, na interdisciplina “Didática, planejamento e Avaliação”, porém quero enfatizar aqui a aprendizagem que tive com a atividade do Enfoque Temático 2: Contribuições de Comênio para a Didática.

Através dessa atividade pude conhecer um pouco de quem foi Comênio e, principalmente, fazer um paralelo entre as idéias desse autor e o contexto do meu trabalho, meu cotidiano escolar.

Comênio já tinha idéias quanto a necessidade de conhecermos o aluno, considerarmos suas necessidades e capacidade, motivá-lo, igualdade de oportunidades de educação, independente de sexo e grupo social, partir dos sentidos, da percepção, da experiência do aluno e não de teorias abstratas e o bom relacionamento entre aluno e professor, como elementos que auxiliavam na aprendizagem. Elementos esses que, nos dias atuais, também consideramos de extrema importância para a aprendizagem.

Destaco, também, algo que ainda se assemelha com uma idéia de Comênio, os livros didáticos, que na maioria das vezes, não consideram a realidade dos alunos, suas capacidades e necessidades, partem de teorias abstratas, o que julgo ser um retrocesso em nossos dias, comparando com os elementos antes mencionados.

Bem-vindos!!!!


segunda-feira, 6 de julho de 2009

Entre os muros da Escola


Para a escrita do meu Portfólio, selecionei uma cena logo no início do filme, porém o filme todo nos faz realizar grande reflexão.

De tudo o que vi, li, escrevi, refleti nesse semestre, quero encerrar minhas postagens do mesmo neste Blog, dizendo que as aprendizagens, construções foram muitas e, também, profundas.

" Sabemos que nossos alunos têm um passado, tem suas realidades de vida e passam por estágios de aprendizagem, de desenvolvimento, que devem ser considerados por nós educadores. Reconhecendo o valor do aluno, de suas iniciativas, seus esforços por menor que sejam e, principalmente, a pessoa que ele é, podemos auxiliá-lo na sua transformação, no seu desenvolvimento transformando-se em agente de mudanças.
Precisamos auxiliar nossos alunos na sua identificação como cidadão, pra que possam se situar no mundo em que vivem, sentindo-se parte dele e interessando-se em lutar por ele." (Portfólio_versão_final)

Estudo de Caso

Ao longo do semestre realizamos um Estudo de Caso, na interdisciplina EPNEE.

Escolhi para o meu estudo uma luno da Classe Especial, da "minha escola". Esse menino apresenta um déficit cognitivo moderado. Tendo, com isso, a aprendizagem mais lenta, falta de atenção e, até mesmo, de interesse.

Através desse estudo pesquisei sobre o histórico desse menino, seu comportamento, como é desenvolvido o trabalho e como é feita a avaliaão desse menino.

Deixo aqui a oportunidade para que leiam sobre meu estudo de caso e, então estarei escrevendo sobre minha aprendizagem:

Pude perceber que o diagnóstico de uma deficiência é algo muito complexo, que nem sempre recebemos esse diagnóstico de forma clara, que nos auxilie no trabalho com essa deficiência.

Nesse caso especificante, percebo que há grandes falhas em vários aspectos. Iniciando pela mãe que negligenciou o cuidado com os filhos, a ponto de serem abrigados numa instituição. O diagnóstico feito por um psicólogo, foi colocado na pasta do aluno e era desconhecido pela professora. A mesma tem uma turma com vários alunos, todos de inclusão, muito agressivos, com a sexualidade sobressalente, com históricos de abandono, maus tratos. Também, passa pelo desencanto com o magistério público.

Vejo que além das próprias dificuldades, há em torno desse aluno vários fatores cooperando para o pouco desenvolvimento cognitivo, social, emocional, psicológico.

Porém concluo meu estudo de caso afirmando que: " Tinha algumas dúvidas, quanto ao processo de inclusão, porém a partir de tudo o que pudemos aprender, ler, conhecer, através dessa interdisciplina, vejo que é possível e necessário."

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Psicologia – Desenvolvimento moral – Exemplo

Respondendo ao comentário da Melissa: “Oi Cristiane :-)Ótimas colocações! Só um detalhe, consegues trazer um exemplo, de sua prática pedagógica, do auxilio no desenvolvimento moral?BeijinhosMelissa”.

Como disse na postagem anterior: “Segundo Piaget: os valores morais são construídos a partir da interação do sujeito com os diversos ambientes sociais e será durante a convivência diária, principalmente com o adulto, que ela irá construir seus valores, princípios e normas morais. Assim sendo, podemos concluir que esse processo requer tempo.” (Recorte da atividade 10 – Desenvolvimento Moral).”

Baseado no que diz Piaget sobre a construção dos valores morais, na minha prática pedagógica procuro criar um ambiente democrático com direitos e deveres, normas de convivência claras, de reflexão sobre seus atos e sentimentos, solicito auxílio nas tarefas, delego pequenas responsabilidades.

Cito como exemplo o “Ajudante do Dia”, que é responsável pela distribuição e recolhimento de materiais, limpeza das lixeirinhas de mesa, atualização do calendário, entre outras atividades.

domingo, 21 de junho de 2009

Psicologia – Desenvolvimento Moral

Através da leitura do texto: “Significações de violência na Escola: Equívocos da compreensão dos processos de desenvolvimento moral na criança”, da professora Jaqueline Picetti.
Pude perceber o quanto é possível nos enganarmos diante de atitudes de nossos alunos que são consideradas violentas.

Através dessa leitura “percebi que meus alunos estão na fase da anomia, (crianças até 5 anos): geralmente a moral não se coloca, com as normas de conduta sendo determinadas pelas necessidades básicas. Porém, quando as regras são obedecidas, são seguidas pelo hábito e não por uma consciência do que se é certo ou errado.

Segundo Piaget: os valores morais são construídos a partir da interação do sujeito com os diversos ambientes sociais e será durante a convivência diária, principalmente com o adulto, que ela irá construir seus valores, princípios e normas morais. Assim sendo, podemos concluir que esse processo requer tempo.” (Recorte da atividade 10 – Desenvolvimento Moral).

Conclui que não devemos, como educadores, apenas avaliar a conduta de forma a identificar o grau de violência e procurar, unicamente, nas situações vivenciadas por eles a explicação de suas atitudes.

Devemos, também, conhecer as fases pelas quais os nossos alunos estão passando, as características de cada uma, compreender que existem formas diferenciadas de agir em determinadas fases, em diferentes situações. E com isso, poder auxiliar no desenvolvimento moral de nossos alunos, no encaminhamento pra sua própria autonomia moral e intelectual.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

QER

Nesta semana realizei a atividade do Enfoque 4, da Interdisciplina QER. Esse enfoque nos falava a respeito das Concepções de Índio.

Já procurava trabalhar com meus alunos “desesteriotipização” do índio, porém não havia refletido tão a fundo sobre esse assunto.

Através da leitura do texto retirado do livro “O Índio Brasileiro: o que você precisa saber sobre os povos indígenas no Brasil de hoje”, do índio Gersen dos Santos Luciano, pude compreender o porquê dos termos “índio” e “indígena”.

Termos esses que foram criados pela frota de Colombo que depois de uma tempestade, pensando estar na Índia chegaram ao nosso continente.

Por muitos anos os índios negaram essa denominação por ser pejorativa e desqualificadora, porém a partir da década de 1970, com o surgimento do movimento indígena organizado, “os povos indígenas do Brasil chegaram à conclusão de que era importante manter, aceitar e promover a denominação genérica de índio ou indígena, como uma identidade que une, articula, visibiliza e fortalece todos os povos originários do atual território brasileiro e, principalmente, para demarcar a fronteira étnica e identitária entre eles, enquanto habitantes nativos e originários dessas terras,e aqueles com procedência de outros continentes, como os europeus, os africanos e os asiáticos.” (Luciano).

E em nosso dias podemos perceber que isso realmente tem fortalecido os indígenas, que através da sua união tem lutado e reivindicado seus direitos e interesses.

Pude através dessa aprendizagem, perceber que estou no caminho correto, deixando de apresentar a imagem pejorativa e preconceituosa do índio, veiculada ao longo dos séculos pela própria escola e pela mídia.

Através de reflexões, questionamentos, leituras atuais, conhecimento das causas indígenas, podemos fazer com nossos alunos reconheçam quem realmente são os povos indígenas, seus interesses e sua importância.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Deficiência Física

Através da leitura dos 5 primeiros capítulos do livro Atendimento Educacional Especializado AEE - Deficiência Física, para a realização da Unidade 4, da interdisciplina EPNEE, tive grandes aprendizagens.

Entre elas, o que a lei diz sobre deficiência:

No Decreto nª 3.298 de 1999 da legislação brasileira, encontramos o conceito de deficiência e de deficiência física, conforme segue:
Art. 3…: - Para os efeitos deste Decreto, considera-se:
I - Deficiência – toda perda ou anormalidade de uma estrutura ou função psicológica, fisiológica ou anatômica que gere incapacidade para o desempenho de atividade, dentro do padrão considerado normal para o ser humano;
Art. 4…: - Deficiência Física – alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano, acarretando o comprometimento da função física, apresentando-se sob a forma de paraplegia, paraparesia, monoplegia, monoparesia, tetraplegia, tetraparesia, triplegia, triparesia, hemiplegia, hemiparesia, amputação ou ausência de membro, paralisia cerebral, membros com deformidade congênita ou adquirida, exceto as deformidades estéticas e as que não produzam dificuldades para o desempenho de funções.

O que diz o documento “Salas de Recursos Multifuncionais. Espaço do Atendimento Educacional Especializado” publicado pelo Ministério da Educação:

A deficiência física se refere ao comprometimento do aparelho locomotor que compreende o sistema Osteoarticular, o Sistema Muscular e o Sistema Nervoso.
As doenças ou lesões que afetam quaisquer desses sistemas, isoladamente ou em conjunto, podem produzir grande limitações físicas de grau e gravidades variáveis, segundo os segmentos corporais afetados e o tipo de lesão ocorrida.
(BRASIL, 2006, p. 28)

Nós professores na maioria das vezes somos leigos no assunto e não sabemos o que realmente é uma deficiência. E o fato de conhecermos essas definições e um maior aprofundamento no estudo desse assunto, nos auxiliará na definição de estratégias de ensino que desenvolvam o potencial do aluno.

Também, pude conhecer uma grande variedade de objetos criados ou adaptados que facilitam o manuseio e interação do aluno com necessidades educacionais especiais.
Entre eles destaco a prancha de comunicação, que considero algo que muito facilitaria a comunicação de um priminho que tenho, que teve paralisia cerebral.

Essa prancha deve ser confeccionada dentro da necessidade e condição de manuseio do aluno, utilizando símbolos que auxiliam na comunicação de alunos com dificuldades na fala.
Exemplo de uma prancha de comunicação organizada por categorias e cores.


domingo, 24 de maio de 2009

História da áfrica


Para a realização da atividade 3, da Interdisciplina QER, realizamos a leitura da síntese da dissertação de Mestrado em Educação da professora Marilene Leal Pare.

Fiquei chocada ao ler que a realização do trabalho tornou-se para ela um resgate dolorido da sua história pessoal enquanto negra.

Na maioria das vezes não enxergamos o racismo, o preconceito entre nós. E não percebemos que outros podem estar sofrendo por tais atitudes.

Na aula presencial da última quinta-feira (21/05), algumas colegas levantaram um questionamento, algo que eu também me preocupava: “Será que ao falarmos da cultura africana, ao defendermos as cotas para alunos negros não estamos abrindo precedentes para o racismo, o preconceito?!”.

Conversamos, debatemos, refletimos e pude, então, perceber essa situação a partir do ponto de vista histórico.

Os negros foram trazidos ao nosso país como escravos. Há poucos anos foram libertos, porém não tinham nem onde morar, suas dificuldades eram imensas. Em virtude do curto espaço de tempo e do preconceito, ainda existente, a igualdade entre negros e brancos ainda não foi alcançada.

Tudo isso nos leva a entendermos a importância de trabalharmos a auto-estima de nossos alunos, em especial os negros, e a importância de se criar oportunidades, para que essa igualdade seja alcançada!

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Seminário Integrador VI

Como sugestão da Melissa, fui até o Blog da Giovana ler sua postagem sobre as perguntas.

E aqui estou para argumentar a minha aprendizagem, através da elaboração e análise das perguntas.

Lendo o que a Giovana escreveu que não fomos ensinados a perguntar e o “puxão de orelhas” do prof. Crediné: “Quando não temos perguntas, seguimos lendo, vendo e ouvindo uma série de informações que vamos guardando em um depósito sem saber mesmo quando usa-las. Se basearmos nossa aprendizagem apenas na busca de respostas para as dúvidas colocadas por outros, tendemos a viver alienados, deixando de exercer nossa autonomia.”, concluo que temos dúvidas, mas não sabemos e, muitas vezes, não queremos perguntar.

É mais cômodo sufocar nossas dúvidas e receber informações prontas, o que podemos comprovar com a realização dos PAs do semestre passado, que foram bastante trabalhosos. Porém muito produtivos!!

Temos dúvidas, curiosidades, mas como explicitar isso, às vezes, não sabemos. Acabamos jogando o assunto no ar, sem que os outros entendam o que realmente queremos dizer e saber. Outras vezes, a pergunta parte do nosso íntimo, sendo algo que não há como responder sem polemizar, diante de tantas opiniões e crenças. Perguntas estas, que não poderão gerar um PA.

Analisar a pergunta das colegas não é uma atividade fácil, quando não conseguimos realizar críticas construtivas. Ao ler análises como: “Não seria me pesquisar como não entrar na depressão? Pois como ele atinge nossas vidas já estamos carecas de saber.”, me preocupo com quem escreveu e com quem analisou.

Pois quem escreveu, escreveu porque tem interesse por esse assunto e quem analisou poderia ter se expressado de forma mais construtiva e menos ofensiva. Atitude que verifiquei em outras análises também. Atitudes que podem desestimular a aprendizagem e o interesse de outros.

Achei muito importante a colocação do prof. Crediné de que voltaremos a trabalhar com as perguntas e suas análises. Acredito que já evoluímos, mas temos condições de evoluir mais!

Agora me resta esperar que alguém tenha o mesmo interesse que eu e possamos desenvolver o PA, de acordo com minha curiosidade (rsrsrs)!

Filosofia

A interdisciplina Filosofia da Educação tem nos proporcionado leituras e reflexões que tem, literalmente, me feito filosofar.

Essa interdisciplina tem por objetivo desenvolver nossa capacidade de argumentar e analisar de forma crítica.

O que tem me feito dedicar um tempo muito maior na execução das atividades.
Iniciei o curso com o anseio de concluir rapidamente as atividades e postá-las todas dentro do prazo.

Com o passar dos semestres, tenho procurado me dedicar mais e “tirar” o maior proveito possível de cada leitura, de cada aprendizagem.

Porém, esse semestre tem sido especial. Essa interdisciplina, as cobranças do SI e, algumas, experiências pessoais têm me feito pensar um pouco mais antes de agir, escrever, responder.
Tenho procurado ser mais crítica, ver o que pode estar por trás de algo que, às vezes, parece uma obviedade, quando na realidade não o é.

Deixo como exemplo o nosso modo de ver um aluno. Muitas vezes, não questionamos suas atitudes, não procuramos o que está por trás de certa agressividade, falta de interesse. E, logo, o rotulamos de desinteressado, sem limites.

E o que, muitas vezes, temos são casos de abandono por parte da família, problemas neurológicos e assim por diante.

Que possamos aproveitar cada reflexão e nos habituar a refletir, a pensar, analisar e aprender a argumentar!

Psicologia II - Estádios de Desenvolvimento

Psicologia, desde o Ensino Médio, foi uma disciplina que me interessou bastante. E esse semestre, em particular, tem me levado a ter um interesse ainda maior.

As aprendizagens construídas sobre os Estádios do Desenvolvimento, me instigaram a querer saber mais. Por isso minha questão para o Projeto de Aprendizagem, gira em torno do desenho infantil, como fonte de estudo para a identificação de características psicológicas e dos estádios de desenvolvimento.

“O processo evolutivo considerado por Piaget foi dividido em 4 períodos, assim denominados: Sensório-motor, Pré-operatório, Operatório-concreto e Operatório-formal.

Cada um desses períodos é caracterizado por formas diferentes de organização mental que possibilitam as diferentes formas do indivíduo relacionar-se com a realidade que o rodeia. (Aula 5 – Cristiane)”.

* Resumindo as características de cada período:
Sensório-motor – Período em que o bebê desenvolve a percepção de si mesmo e dos objetos a sua volta, antecede a fala.
Pré-operatório – Surge a capacidade de dominar a linguagem, ainda não consegue se colocar no lugar do outro, a fase dos porquês.
Operatório-concreto - Surge a lógica nos processos mentais e a habilidade de discriminar os objetos por similaridades e diferenças.
Operatório-formal - Essa fase marca a entrada na idade adulta, em termos cognitivos.

Através da leitura sobre os estádios, da realização do apanhado das características principais de cada estádio e da aplicação da prova, onde identificamos o estádio que a criança submetida a prova está, pude relembrar essa aprendizagem, que havia tido no Ensino Médio e, ainda, aprofundá-la.

Através da prova de Conservação da Substancia - Sólidos Contínuos, analisamos uma menina de 6 anos, que encontra-se no período Pré-operatório. Resolvi aplicá-lo em outra menina da mesma idade, que pra minha surpresa, apresentou características do período Operatório-concreto.

O que veio a confirmar, o que lemos e debatemos no fórum, quanto a idade de uma pessoa não ser considerada critério suficiente para sabermos em que período do desenvolvimento intelectual ela se encontra.

Políticas Públicas e Serviços de Atendimento Educacional Especializado

A Interdisciplina Educação de Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais, tem me feito refletir muito sobre a Inclusão.

Realizamos a leitura das políticas de amparo aos portadores de necessidades educativas especiais e vimos que eles têm muito direitos. Porém concluímos que grande parte destes direitos ainda não estão sendo cumpridos.

Algo que ao realizar a leitura do texto “Atendimento educacional especializado – concepção, princípios e aspectos organizacionais, de Denise de Oliveira Alves e Marlene de Oliveira Gotti”, me chamou a atenção foram as salas de recursos multifuncionais.

As salas de recursos multifuncionais são espaços destinados à realização do aten­dimento educacional especializado aos alunos com necessidades educacionais especiais, o qual não é substitutivo à escolarização (Alves e Gotti).

O texto nos traz as atribuições do professor, como se organizar essa sala, como os alunos devem ser atendidos, todas essas informações despertaram meu interesse por essa atividade educacional especial.

Passaram-se alguns dias após a leitura do texto, realização das atividades e participam nos fóruns da disciplina, quando escutei minha colega de trabalho comentando algumas informações com a direção da escola sobre a Educação Especial.

Questionei-a sobre quais eram as “novidades estaduais” na Educação Especial e ela me emprestou o material que a SEC está organizando, através da CREs e professores de Classes Especiais e, segundo minha colega, teremos dentro de algum tempo um Atendimento Educacional Especializado numa Sala de Recursos para alunos com Deficiência Mental, numa das escolas estaduais de nosso município (Taquara).

Acredito, que por ser um ambiente onde deverá ter muitos materiais adequados às necessidades de cada aluno, que terá o objetivo de intermediar, articular ações inclusivas, assegurando o processo de inclusão nas classes comuns de ensino; possibilitar ao aluno com Deficiência Mental, a construção da sua inteligência capaz de produzir significado/conhecimento, permitindo que esse aluno saia de uma posição de “não-saber”, ou de “recusa de saber” para se apropriar de um saber que lhe é próprio; entre muitos outros objetivos explícitos na proposta, essa evolução será de grande valia para a Inclusão nas nossas Escolas Públicas.

Estou olhando para essa proposta de instalação dessa Sala de Recursos, com grande esperança! Espero que tudo que está sendo colocado no papel, venha acontecer e que possamos ver nossos alunos com Deficiência Mental realmente incluídos!

Exemplo de Argumento e Evidência

Nesta postagem, usando a postagem anterior como base, estarei respondendo ao seguinte questionamento feito pela tutora Melissa:

“Acreditas estar conseguindo trazer evidências e argumentar sobre elas em teu portfólio de aprendizagem? Se sim, exemplifique.”

Evidência: elaboração de um mosaico étnico-racial em conjunto com os alunos.

Argumento: a partir das datas comemorativas, conversamos, eu e meus alunos, a respeito das pessoas que habitavam em nosso país antes de nós, se eram parecidos com a gente, tinham os mesmos hábitos, costumes. Refletimos, conversamos e concluímos que temos semelhanças com essas pessoas, mas com outras também, que entre nós há uma grande diversidade de etnias, de características e que todos somos importantes e temos grande valor para a sociedade.
Recortamos de revistas e livros pessoas que têm as características mais marcantes, destacadas por todos. Realizaram uma colagem por associação, conforme as características observadas.
Conforme características observadas neles próprios completaram a gravura de um corpo.
Todo esse material foi utilizado na construção de um mosaico étnico-racial
Pude observar que entre meus alunos, acredito que por serem muito pequenos, 4 e 5 anos, não se destacaram atitudes preconceituosas, quanto as etnias.
Foi uma atividade muito interessante, que estarei dando continuidade dentro dos próximos temas estudados com meus alunos. Pois acredito que trabalhando dessa forma, valorizando a cada um e suas diferenças, meus alunos crescerão com as mesmas atitudes, neutralizando o preconceito do nosso meio.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Diversidade na Escola: mosaico étnico-racial



Através da Interdisciplina QUESTÕES ÉTNICO-RACIAIS NA EDUCAÇÃO: SOCIOLOGIA E HISTÓRIA pude refletir juntamente com meus alunos a diversidade étnico-racial existente na escola.

Somos conhecedores dessa diversidade, porém nem sempre refletimos a respeito disso e dos preconceitos existentes, com relação a raças e etnias.

A atividade nos pedia para elaborar um mosaico étnico-racial em conjunto com os alunos. Podíamos utilizar diferentes recursos visuais, como desenhos, pinturas, colagens, fotografias.

Antes de elaborarmos o mosaico, partindo das datas comemorativas, inciei um questionamento a respeito dos primeiros moradores da nossa terra, se somos todos parecidos com eles, quais são as nossas características mais marcantes. Enfim, levei-os a refletirem que entre nós há uma grande diversidade de raças, de etnias e que todos somos importantes e temos grande valor para a sociedade.

Destacaram as características mais marcantes, recortaram pessoas de revistas e livros e realizaram uma colagem por associação, conforme as características observadas.

Depois observaram-se e completaram a gravura de um corpo, conforme suas características.

Observei que entre meus alunos, que têm 4 e 5 anos, ainda não existe preconceito quanto a raça ou etnia dos colegas.

Prosseguirei trabalhando dessa forma, descobrindo e valorizando as diferenças e, tenho certeza, que no futuro meus alunos continuarão com as mesmas atitudes, neutralizando o preconceito do nosso meio.

ARGUMENTOS E EVIDÊNCIAS

As EVIDÊNCIAS são os fatos, o que é óbvio, é evidente.

As evidências são claras, porém é necesasário argumentá-las, a fim de provar a sua validade.



"Argumento e Evidência

A partir da análise, em grupo, do filme "Doze homens e uma sentença" fizemos a síntese do que seria uma evidência e um argumento.

EVIDÊNCIA- algo claro, fato ocorrido de um determinado modo, considerado correto, é algo real, óbvio, que prova alguma coisa, provado de forma incontestável (por exemplo: um vídeo muito claro, fotos, gravações, muitas testemunhas). Os fatos, situações que não deixam margem de dúvidas para questionamentos posteriores elucidam e apontam para determinadas evidências.

ARGUMENTO - é o raciocínio usado pela qual se tira um indício. É a exposição, a defesa de idéias. Através dela, buscamos convencer sobre nossas idéias, nosso pensamento. É o raciocínio e questionamentos usados para veririficar a qualidade das evidências. Já os argumentos são diferentes formas de "olhar" ou analisar uma evidência e refutá-la ou aceitá-la.

Concluímos que argumentos bem fundamentados e argumentados fazem rever conceitos e muitas vezes até mudarmos de opinião a respeito de uma evidência."

Postagem feita no SI III

domingo, 19 de abril de 2009

Argumentos

Através da Interdisciplina Filosofia da Educação podemos refletir mais um pouco sobre o que é argumento.

Argumentar é ter a intenção de convencer ou justificar.

Puxa vida, não é fácil argumentar!

Temos muita facilidade em relatar fatos, contar acontecimentos, explicar muitas coisas. Mas argumentar, convencer alguém de que estamos falando a verdade, enfim, de que temos razão naquilo que estamos dizendo, não é tão simples assim.

Temos necessidade de pensar, refletir e convensermos a nós mesmos primeiro, para então conseguirmos argumentar com outras pessoas. E isso nos toma mais tempo e dedicação.

Resumindo: preciso me ater mais aos meus pensamentos, idéias, aprendizagens, para realmente argumentá-los!

Será que já consegui convencer de que me dei por conta do que realmente é um argumento?

terça-feira, 7 de abril de 2009

EU!



Com a atividade de Questões Étnico Raciais, "o Eu e o outro, diferenças, ancestralidades", pude refletir sobre minhas características e refletir sobre minha ancestralidade, o que não havia feito de modo mais intenso.


Algumas vezes havia questionado meus pais a respeito de nossas etnias, mas nenhum sabia me dizer muita coisa. Pelo que descobri de minhas origens e conversando com a colega que me observou, concluímos que realmente tenho traços açorianos e indígenas, que por sua vez não deixam de ser, também, espanhóis.


Mas o mais importante foi refletir sobre as características que herdei e que adquiri no decorrer da vida.


Como mudamos, nos transformamos e não deixamos de ser nós mesmos. Seres únicos, porém com características múltiplas!


terça-feira, 31 de março de 2009

Psicologia

Nessa semana realizando a 1ª atividade de Psicologia, pude consolidar minhas aprendizagens so bre epistemologia:

  • Na Pedagogia diretiva o professor é o detentor do saber e o aluno uma folha em branco. É o modelo da reprodução, da repetição, onde nada novo pode ou deve acontecer.
  • Na Pedagogia não-diretiva o professor é um facilitador e o aluno traz o saber que ele precisa, fazendo encontrará o caminho.
  • Na Pedagogia relacional, o professor acredita que tudo o que o aluno construiu até hoje em sua vida serve de patamar para continuar a construir. O professor, além de ensinar, passa a aprender e o aluno, além de aprender, passa a ensinar.

Citei na atividade uma experiência vivenciada por mim: "Estou trabalhando, pelo segundo ano consecutivo, com pré-escola e me preocupei, quando há alguns dias a colega que recebeu meus alunos no primeiro ano, reclamou deles. Questionei sobre quais eram os problemas, comentei que muitos ainda não completaram 6 anos e ela me respondeu que eles conversam demais. Então, lembrei de um episódio de quando minha filha havia sido aluna dela na pré-escola. Minha filha me questionou: “por que a profe não nos leva na pracinha”, e eu disse a ela que conversasse com a professora e dissesse do desejo dela de brincar na praça da escola. Quando voltávamos da escola ela disse que havia feito a pergunta, perguntei a ela qual havia sido a resposta e ela disse: “porque não!”."

Com a leitura realizada e a pergunta final do texto que nos indagava a respeito do cidadão que queremos que nosso aluno seja, pude refletir sobre essa experiência que vivi e perceber que realmente estou trabalhandopara a formação de um cidadão crítico, pensante e operativo.

Cristiane

sábado, 28 de março de 2009

EPNEE - História (Respondendo comentário - profª Liliana)

Respondendo ao comentário da Profª. Liliana:
“Cris
e no teu contexto de trabalho? como te posicionas? podes trazer aqui por exemplo como ves teu municipio ou escola nesse paradigma...que achas?”

Deixo aqui o link para o meu Dossiê de Inclusão, que depois da primeira página já está me parecendo um Dossiê de Exclusão.

Ao parar para refletir sobre a realidade de minha escola fiquei um tanto assustada, acho que estamos de certa forma “perdidas” na hora de nos posicionarmos frente a inclusão.

terça-feira, 24 de março de 2009

EPNEE - História

Através das leituras que realizei e do vídeo que assisti, na interdisciplina Educação de Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais, nesta primeira semana, tive algumas aprendizagens que quero deixar registradas aqui.

Em primeiro lugar, já havia lido textos e até partes de um TCC sobre inclusão, onde vi um pouco da história da mesma. Me impressionei ao saber que muitas crianças eram abandonadas e até mesmo sacrificadas por serem "deficientes".

Também acredito, que estamos num período muito importante da história da Educação Especial.
Um período onde já existem leis que amparam as pessoas com necessidades especiais. Esses direitos garantidos pela lei, ainda estão muito longe de serem alcançados, ainda há carência de recursos pedagógicos e de professores preparados para trabalhar com essa clientela.

Porém a sociedade de uma forma geral e os professores, em especial, tem percebido todas essas necessidades e possibildades no trabalho com pne, o que me leva a crer que no atual período teremos muito progresso.